quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Maria Dilar _ Lisboa a beira Tejo




No mês preferido dos alfacinhas, as ruas da cidade enchem-se de bandeirolas coloridas, manjericos cheirosos, sardinhas a saltar na grelha e imperiais fresquinhas. Em tudo o que é bairro celebra-se o Santo António com música popular, marchas ... e dança aos pares.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Rodrigo Leão & Lula Pena - Pasión




TALENTO....MAGIA....SEDUÇÃO ....EROTISMO !!  RODRIGO LEÃO e LULA PENA NO SEU MELHOR!
 É um tango português... Desfrutem !

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Fecho os olhos


Fecho os olhos, para aqueles que cobram, sendo mal pagadores
 Fecho os olhos, para aqueles que se acham mais que qualquer um.
Fecho os olhos, para quem vê a maldade até na própria maldade que faz.
 Fecho os olhos, para os que com ferro ferem e não aguentam o espinho de uma rosa.
Fecho os olhos, para os desprovidos de bondade, aquela aplicada de dentro para fora.
Fecho os olhos, para os egoístas que querem todas as luzes do universo.
Fecho os olhos, para os desprovidos de carácter, porque personalidade já é artigo de nascença.
Fecho os olhos, para os invejosos que não conseguem abrir os próprios olhos e enxergarem belezas onde elas realmente existam.
 Enfim, fecho os meus olhos, para você que me enterra todos os dias
com a sua falta de perspectiva, de luz, de amor ao próximo
 de companheirismo e principalmente de entendimento de sua própria alma.
Para você eu fecho definitivamente, meus olhos
 mas deixo a minha bondade na esperança
 de que possa ainda, se reencontrar!!!"

 G.Fernandes.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Vento e água....


... Um poeta
 é sempre irmão do vento e da água:
 deixa seu ritmo por onde passa. ...
 Se eu nem sei onde estou
como posso esperar que algum ouvido me escute?

 ... Ah! Se eu nem sei quem sou,

como posso esperar que venha alguém gostar de mim?

Cecília Meireles

domingo, 28 de janeiro de 2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Quando está frio no tempo do frio ...


Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável
 Porque para o meu ser adequado à existência das coisas 
O natural é o agradável só por ser natural.
 Aceito as dificuldades da vida porque são o destino
 Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
 Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita
 E encontra uma alegria no fato de aceitar —
 No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
 Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
 Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
 O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço
 Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime
 Da mesma inevitável exterioridade a mim
Que o calor da terra no alto do Verão
 E o frio da terra no cimo do Inverno.
 Aceito por personalidade.
 Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos
Mas nunca ao erro de querer compreender demais
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
 Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.

 Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
 Heterónimo de Fernando Pessoa

sábado, 13 de janeiro de 2018

Maria Dilar _ Fronteira de Coragem


Cada vez gosto mais de ser português
 e cada vez tenho mais orgulho no meu país.
 É-me insuportável ouvir dizer
 «somos um país pequeno e periférico»
 Para mim Portugal é central e muito grande.

António Lobo Antunes

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018


Os animais selvagens nunca matam por divertimento.
O homem é a única criatura para quem a tortura e a morte dos seus semelhantes
 são divertidas por si.

 James Froude