sábado, 14 de março de 2015

Respiro...


Respiro o teu corpo: sabe a lua-de-água ao amanhecer,
Sabe a cal molhada, sabe a luz mordida,
Sabe a brisa nua, ao sangue dos rios,
Sabe a rosa louca, ao cair da noite
Sabe a pedra amarga, sabe à minha boca.

 Eugénio de Andrade

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