sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Amamos tão pouco.


amamos tão pouco e temos tanto para amar
morrer é não estar onde o mar nos pode levar
onde o céu se deixa tocar onde a estrela
começa a queimar morrer
 e não ser amante de barco à vela
menina a sorrir à janela rosa, botão, jardim, flor de lotus e jasmim
Poema de Florbela
amamos tão pouco neste mundo
quase louco
 e temos tanto para amar
morrer é não ficar deitada ao sol na areia
é não acreditar na verdade da sereia
morrer é não sonhar com o amor
 que há para dar à nossa volta,
 em todo o lugar
 em cada cantinho da ter
 morrer é não viver com o coração em guerra
 sempre, com o amor a palpitar...

. rosamar

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ventania...


Ventania
O vento sussurra-me algo ao pé do ouvido
Mas sei que não me amas Ainda!
– Falo-me com esperança
De um dia ser eu o teu amor
E mesmo que eu entendesse as cantigas do vento
Saberia que em nada seria declarações
Mas, ah! Se eu pudesse falar a língua dos ventos
Teria a audácia de mandar-te um beijo a mais.

Natani Risorim

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Terra ensina-me...


Terra, ensina-me a quietude, como a relva é silenciosa pela luz.
Terra, ensina-me a sofrer, como as velhas pedras sofrem com a lembrança.
Terra, ensina-me a humildade, como as flores são humildes em seus primórdios.
Terra, ensina-me a acarinhar, como a mãe que envolve seu bebê.
Terra, ensina-me a coragem, como a árvore que se eleva solitária.
Terra, ensina-me a limitação, como a formiga que rasteja no solo.
Terra, ensina-me a liberdade, como a águia que paira no céu.
Terra, ensina-me a resignação, como as folhas que morrem no outono.
Terra, ensina-me a regeneração, como a semente que brota na primavera.
Terra, ensina-me a esquecer de mim mesmo, como a neve que derrete esquece sua vida. 
Terra, ensina-me a lembrar da bondade, como os campos áridos choram com a chuva.

 "UTE" Philip Novak

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Maria Dilar



O destino une e separa.
Mas nenhuma força é grande o suficiente
para fazer esquecer pessoas
que por algum motivo
um dia nos fizeram felizes....

domingo, 5 de novembro de 2017

A chuva...



A chuva!
 Não mata mais molha
 O amor! Não se vê, sente-se.
 A amizade! Não se compra, constroi-se
. E pessoas como voce!
 Não se esquecem, guarda-se no fundo do coração.

 Andrade Guilherme Abraham
 imagem google

domingo, 29 de outubro de 2017

Preciso de ti...


O coração nas estrelas
 A cabeça nas nuvens
 O cabelo no vento
 Os pés na terra
Os meus olhos nos teus olhos
 As minhas mãos no teu corpo
O teu corpo no meu
 O toque do sol
O canto do riacho
 O roubo dos pássaros...
 O Éden está perto.

 Soluan

domingo, 22 de outubro de 2017

Não basta ter asas...


Não basta dar asas aos sonhos
o essencial é fazê-los voar.
É ir com eles, pro alto, bem alto!
 Para onde ninguém os destrua
e você possa torná-los lindas
Realidades...

 Vanessa Haas


sábado, 14 de outubro de 2017

O tempo...


Passei uma vida olhando para o tempo
 como se ele fosse um inimigo íntimo
 a contar sorrateiro seus minutos...
Descobri depois de aceitar sua doce companhia
que o tempo pode ser um curandeiro a curar feridas
 um amigo a contar histórias do tempo que já passou
e trazendo boas lembranças
 pode também ser uma criança passando alegre
 por entre os meus minutos com um sorriso de gente inocente...
 E de um inimigo descobri
o grande segredo do tempo: ter me feito melhor a cada momento.
E se me perguntassem
 se eu mudaria alguma coisa da minha história
 que o tempo levou?
 Eu não!
chamaria o tempo para tomar um café
e contar das coisas que ainda não vivi..."

( Carol Werneck )

domingo, 8 de outubro de 2017

Os meus olhos...


Se os olhos são a janela da alma
meu olhar se fez vazio
a luz dos olhos meus brilharam na escuridão.
 sou plural,
feito de solidão.

 Robinson Badin

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Beijar-te ao relento.


Visto-me de estrela hoje
 para te apreciar a noite inteira
 Por vezes visto me de lua
 para entre fresta da janela
 te admirar nua
 Já  me vesti de escuridão
 em momentos de solidão.
 Mas adoro mesmo
me vestir de vento
 para te beijar ao relento!

 Sergio Fornasari

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Em nome dos que choram...


Em nome dos que choram
 Dos que sofrem
 Dos que acendem na noite o facho da revolta
 E que de noite morrem
 Com a esperança nos olhos e arames em volta.
 Em nome dos que sonham com palavras
 De amor e paz que nunca foram ditas
 Em nome dos que rezam em silêncio
 E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas
 Em nome dos que pedem em segredo
 A esmola que os humilha e os destrói
 E devoram as lágrimas e o medo
 Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
 Numa cama de chuva com lençóis de vento
 O sono da miséria, terrível e profundo,
 Em nome dos teus filhos que esqueceste,
 Filhos de Deus que nunca mais nasceste,
 Volta outra vez ao mundo!

ARY DOS SANTOS